sábado, 4 de janeiro de 2014

Livros

     Eu, com essa minha mania de ler, acabei todos os livros que tinha comprado na bienal D: e agora terei que pegar emprestado dos meus amigos. Oh cruel vida! Oh universo, me responda, pq me deste a habilidade de ler livros tão depressa??? Tem algo haver com karma?! O que fiz de tão ruim para que nada durasse?! T-T

     Ok, Ne-chan. Chega de drama!!!

     Bem, feliz ano novo super hiper mega atrasado! :D Estou tendo dificuldades em continuar meu livro, pq quero ter ideias boas o suficiente para surpreender a todos com uma história que parece ser e não é! Ok, talvez vc não saiba do que eu estou falando, mas quem sabe me entenda um pouquinho quando escrever sua história... 

    Vou deixar o capítulo 1 aqui pra vc, e eu queria mesmo que alguém comentasse se está bom ou não, mas não sou o tipo de pessoa que cria falsas esperanças... ou sou? Bem, eu não sei. A cada dia que se passa eu vejo que ,sobre mim, eu não sei mais nada! Eu mudo a cada ano, mês, semana, dia e instante. Sou uma metamorfose ambulante e mesmo assim continuo sendo eu. Dá pra entender uma coisa dessas?? O.o 

     Aqui está como prometido, divirta-se! (isso é... se vc é do tipo de pessoa que se diverte lendo).

Capítulo 1



Sentido
     Para a maioria dos funcionários da escola, um exemplo. Para sua família, gentil. Para as pessoas que a odiavam, a morte. Para as pessoas que amava, um anjo. Para os desconhecidos, louca. Lara era assim, uma pessoa,várias faces. Uma personalidade forte e fraca ao mesmo tempo. Adaptava-se ao ambiente como lhe parecia mais fácil de agir. Fria e quente. “Ninguém é só mal ou só bem”, sabia bem disso, era a prova viva disso, o resultado da experiência para comprovar a tese. Quem é muito frio ou odeia demais, na verdade, já amou muito. As pessoas mais difíceis de serem amadas são as que mais precisam de amor. Isso tudo ela aprendeu sozinha, ninguém veio lhe dizer, ninguém veio lhe ensinar.
     Solitária, apesar de seus amigos, era assim que se sentia. Quando alguma pessoa a chamava de anjo, ficava triste. Não por não gostar, mas porque as pessoas que assim a chamavam geralmente estavam se distanciando, e isso era algo que não queria. Já não suportava as pessoas. As pessoas que mentem, as pessoas que traem. O mundo é cheio de pessoas assim. Aquele mundo, pertencia a ele? Não gostava de falar mal das pessoas, nem de enganar, nem de roubar, nem de odiar. Como as pessoas ao seu redor faziam pelo menos uma dessas coisas, se sentia diferente. Sentia que... já não pertencia mais aquele mundo. E assim nasceu um desejo:

Quero ir para outro mundo”

     Mas mesmo assim Lara se esforçava para mudar o que estava a seu alcance.

     Rica? Um pouco talvez. Mas não era isso que as pessoas achavam. Para eles ela era rica e ponto. a razão para acharem isso? Nunca soube. Mas de uma coisa tinha certeza: várias pessoas a odiavam por isso. Achavam que sua vida era fácil de mais, que não tinha com o que se preocupar, e que essa deveria ser a razão para arranjar tanta confusão e para matar tantas aulas.
     Quanto as confusões, era muito impulsiva e por isso fácil de provocar. Sempre tinha alguém falando mal dela sem nem disfarçar, aquilo a tirava do sério e quando voltava e quando voltava a si, estava feito, mais um barraco para o seu histórico! Mas... em relação às faltas, já não era esse o caso. Ela faltava porque às vezes se lembrava do passado.

O passado... esqueça!”

Era sua fraqueza. Sabia que precisava vencer aquilo.

Superar seus medos.

     Parecia ago tão distante, tão impossível. Algo que era como... como... ravióli recheado com gema de ovo! Uma coisa maravilhosa, mas muito difícil de fazer. Era como arrumar a casa, precisava ser feito! Desejos? Sonhos? Objetivos? Fora sua vontade de ir para outro mundo – a qual se agarrara de maneira tão intensa – mais nada.
     Expectativas. Os outros tinham várias sobre ela: uns achavam que seria médica, outros advogada, as pessoas da escola professora, suas amigas estilista ou cantora. Eram tantas as opções que não sabia qual era a certa, poderia ser uma ou todas. Mas desistira de escolher. a vida não parecia tão boa se tudo fosse planejado, talvez sem planos as coisas viriam normalmente e seria melhor assim. Estava convencida disso!
Lara amava quando as pessoas diziam algo com plena certeza e ela as questionava até duvidarem do que acabaram de dizer. O doce poder da persuasão! Confundir as pessoas era uma das coisas que amava. Era tão divertido! Mas divertido mesmo era fazer coisas inesperadas, como falar algo totalmente aleatório no meio de uma conversa:
- Oi! Tudo bem? - pessoa fictícia.
- Pudim! - grita Lara de forma escandalosa.
Ah...quando isso acontecia a pessoa ficava com uma expressão deliciosamente confusa. Era mágico!
     Apesar de suas rotineiras travessuras, não podia ser considerada uma pessoa má. Era inofensiva. Um dia até se sentiu o ser mais cruel do mundo por ter matado uma formiga! Ela podia se esforçar para parecer durona, mas depois de um tempo você percebe que ela é uma manteiga derretida.
     Sempre foi alvo de muitas atenções – apesar de se esforçar para não ser – (não só por causa de seu jeito mas também devido a sua aparência), mas sempre se considerou normal. Nada de muito especial havia acontecido. Então... por que estava ajoelhada e chorando em frente a um lago em uma floresta que ela não sabia em que bairro, cidade, estado, país, continente, planeta ou galáxia ficava?

     Sentido: essa história não fazia nenhum!

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