Ok, Ne-chan. Chega de drama!!!
Bem, feliz ano novo super hiper mega atrasado! :D Estou tendo dificuldades em continuar meu livro, pq quero ter ideias boas o suficiente para surpreender a todos com uma história que parece ser e não é! Ok, talvez vc não saiba do que eu estou falando, mas quem sabe me entenda um pouquinho quando escrever sua história...
Vou deixar o capítulo 1 aqui pra vc, e eu queria mesmo que alguém comentasse se está bom ou não, mas não sou o tipo de pessoa que cria falsas esperanças... ou sou? Bem, eu não sei. A cada dia que se passa eu vejo que ,sobre mim, eu não sei mais nada! Eu mudo a cada ano, mês, semana, dia e instante. Sou uma metamorfose ambulante e mesmo assim continuo sendo eu. Dá pra entender uma coisa dessas?? O.o
Aqui está como prometido, divirta-se! (isso é... se vc é do tipo de pessoa que se diverte lendo).
Capítulo 1
Sentido
Para a maioria dos
funcionários da escola, um exemplo. Para sua família, gentil. Para
as pessoas que a odiavam, a morte. Para as pessoas que amava, um
anjo. Para os desconhecidos, louca. Lara era assim, uma pessoa,várias
faces. Uma personalidade forte e fraca ao mesmo tempo. Adaptava-se ao
ambiente como lhe parecia mais fácil de agir. Fria e quente.
“Ninguém é só mal ou só bem”, sabia bem disso, era a prova
viva disso, o resultado da experiência para comprovar a tese. Quem é
muito frio ou odeia demais, na verdade, já amou muito. As pessoas
mais difíceis de serem amadas são as que mais precisam de amor.
Isso tudo ela aprendeu sozinha, ninguém veio lhe dizer, ninguém
veio lhe ensinar.
Solitária, apesar
de seus amigos, era assim que se sentia. Quando alguma pessoa a
chamava de anjo, ficava triste. Não por não gostar, mas porque as
pessoas que assim a chamavam geralmente estavam se distanciando, e
isso era algo que não queria. Já não suportava as pessoas. As
pessoas que mentem, as pessoas que traem. O mundo é cheio de pessoas
assim. Aquele mundo, pertencia a ele? Não gostava de falar
mal das pessoas, nem de enganar, nem de roubar, nem de odiar. Como as
pessoas ao seu redor faziam pelo menos uma dessas coisas, se sentia
diferente. Sentia que... já não pertencia mais aquele mundo. E
assim nasceu um desejo:
“Quero ir para outro mundo”
Mas mesmo assim
Lara se esforçava para mudar o que estava a seu alcance.
Rica? Um pouco
talvez. Mas não era isso que as pessoas achavam. Para eles ela era
rica e ponto. a razão para acharem isso? Nunca soube. Mas de uma
coisa tinha certeza: várias pessoas a odiavam por isso. Achavam que
sua vida era fácil de mais, que não tinha com o que se preocupar, e
que essa deveria ser a razão para arranjar tanta confusão e para
matar tantas aulas.
Quanto as
confusões, era muito impulsiva e por isso fácil de provocar. Sempre
tinha alguém falando mal dela sem nem disfarçar, aquilo a tirava do
sério e quando voltava e quando voltava a si, estava feito, mais um
barraco para o seu histórico! Mas... em relação às faltas, já
não era esse o caso. Ela faltava porque às vezes se lembrava do
passado.
“O passado... esqueça!”
Era sua fraqueza.
Sabia que precisava vencer aquilo.
Superar seus medos.
Parecia ago tão
distante, tão impossível. Algo que era como... como... ravióli
recheado com gema de ovo! Uma coisa maravilhosa, mas muito difícil
de fazer. Era como arrumar a casa, precisava ser feito! Desejos?
Sonhos? Objetivos? Fora sua vontade de ir para outro mundo – a qual
se agarrara de maneira tão intensa – mais nada.
Expectativas. Os
outros tinham várias sobre ela: uns achavam que seria médica,
outros advogada, as pessoas da escola professora, suas amigas
estilista ou cantora. Eram tantas as opções que não sabia qual era
a certa, poderia ser uma ou todas. Mas desistira de escolher. a vida
não parecia tão boa se tudo fosse planejado, talvez sem planos as
coisas viriam normalmente e seria melhor assim. Estava convencida
disso!
Lara amava quando
as pessoas diziam algo com plena certeza e ela as questionava até
duvidarem do que acabaram de dizer. O doce poder da persuasão!
Confundir as pessoas era uma das coisas que amava. Era tão
divertido! Mas divertido mesmo era fazer coisas inesperadas, como
falar algo totalmente aleatório no meio de uma conversa:
- Oi! Tudo bem? -
pessoa fictícia.
- Pudim! - grita
Lara de forma escandalosa.
Ah...quando isso
acontecia a pessoa ficava com uma expressão deliciosamente confusa.
Era mágico!
Apesar de suas
rotineiras travessuras, não podia ser considerada uma pessoa má.
Era inofensiva. Um dia até se sentiu o ser mais cruel do mundo por
ter matado uma formiga! Ela podia se esforçar para parecer durona,
mas depois de um tempo você percebe que ela é uma manteiga
derretida.
Sempre foi alvo de
muitas atenções – apesar de se esforçar para não ser – (não
só por causa de seu jeito mas também devido a sua aparência), mas
sempre se considerou normal. Nada de muito especial havia acontecido.
Então... por que estava ajoelhada e chorando em frente a um lago em
uma floresta que ela não sabia em que bairro, cidade, estado, país,
continente, planeta ou galáxia ficava?
Sentido: essa
história não fazia nenhum!
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